Projeto inicia captação de filmes

[Alagoas] Neste verão, o ACENDA UMA VELA chega a sua 3ª edição e contemplará cidades alagoanas como Maceió, Maragogi, Penedo e Piaçabuçu. O projeto é uma realização da Organização Cultural Ideário, com recursos do Fundo Nacional de Cultura, MinC, Governo Federal.

Os interessados em enviar filmes deverão preencher o termo de autorização anexado a este e-mail e remetê-lo pelo correio, junto com cópia do filme em dvd, sinopse e ficha técnica, até o dia 14 de dezembro de 2007.

Os filmes recebidos serão submetidos à curadoria e os que não forem selecionados para esta edição, integrarão o acervo de cinema itinerante da Ideário, que realiza ações de caráter educativo e cultural pela democratização da produção audiovisual brasileira no Nordeste. Não há limite para o número de títulos enviados.

Cinema Itinerante

Nas escolas, praças, velas de embarcações, paredes de edifícios, nas barrigas de boi e de gente. O cinema no olho da rua, para todos os olhos. Este é o objetivo do cinema itinerante da Organização Cultural Ideário (Maceió/AL), que atua na democratização dos bens culturais. As exibições audiovisuais em espaços públicos e nos suportes mais inusitados, sob curadoria do cineasta Hermano Figueiredo, têm seduzido e conquistado platéias dos bairros periféricos e cidades do interior do Nordeste.

O projeto mais conhecido é o ACENDA UMA VELA, que exibe filmes em velas de jangada durante o verão. A atividade proporciona lazer e debate sobre cinema, nos moldes cineclubistas, para comunidades que têm pouco acesso aos bens culturais.


http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/index.asp?vEditoria=Cultura&vCod=38021

Programa de microcrédito para cultura

BAHIA, Salvador - Será lançado nesta quinta-feira (22), às 11 horas, no
Teatro Sesc-Senac (Pelourinho), o novo programa de microcrédito CrediBahia
Cultural. A iniciativa vai garantir que pequenos empreendedores possam
viabilizar negócios na área da cultura através de empréstimos obtidos de
forma ágil e sem burocracia. O CrediBahia Cultural é resultado de uma
parceria entre a Secretaria de Cultura da Bahia, a Desenbahia, a Prefeitura
de Salvador e o Sebrae.

A agência piloto vai funcionar no Centro Antigo de Salvador (Rua Frei
Vicente , nº 4, Pelourinho) e os empréstimos serão concedidos para quem mora
ou trabalha no Pelourinho e adjacências. Podem se candidatar ao crédito
profissionais autônomos na área de cultura, a exemplo de artesãos, artistas
plásticos e circenses, dançarinos, cartunistas, compositores, cenógrafos,
costureiras, desenhistas, escritores, fotógrafos, programadores visuais,
músicos e estilistas.

Os limites de crédito vão de R$ 200 a R$ 5 mil no caso de investimento fixo
e de R$ 200 a R$ 3 mil para capital de giro. Os prazos variam de seis a 12
meses a depender do tipo de crédito concedido, com taxas de juros de 1,8% ao
mês e 1,5% na renovação.

Os profissionais devem ter pelo menos seis meses de atividade ligada à
cultura no Centro Antigo e/ou nos bairros do entorno. Os créditos podem ser
individuais ou solidários. O programa inclui três modalidades de crédito:
investimento fixo para reforma ou ampliação de instalações, capital de giro
para compra de mercadorias e investimento misto com a associação de capital
de giro com investimento fixo.

Mais informações sobre o CrediBahia Cultural através do telefone (71)
3116-6636, do site <http://www.cultura.ba.gov.br> www.cultura.ba.gov.br ou
via e-mail <mailto:credibahiacultural@cultura.ba.gov.br>
credibahiacultural@cultura.ba.gov.br

Mapa Cultural Paulista seleciona vencedores

SÃO PAULO, São Paulo - O Mapa Cultural Paulista, evento promovido pela
Secretaria de Estado da Cultura e pela Organização Social Abaçaí Cultura e
Arte, está encerrando sua fase regional. Aos poucos, vão sendo escolhidos os
ganhadores em cada modalidade, selecionados nas 13 regiões administrativas
do Estado. Na etapa seguinte, os selecionados irão para a fase estadual, que
será realizada no início de 2008.

O projeto, que é realizado a cada dois anos, cria uma grande vitrine
cultural com o propósito de identificar, ressaltar e divulgar a produção
cultural do interior paulista e dos municípios da Grande São Paulo (com
exceção da capital). Os municípios são representados por grupos e obras
artísticas nas modalidades: Teatro, Dança, Canto Coral, Vídeo, Literatura e
Artes Visuais.

Os classificados para a fase estadual nas modalidades de Artes Visuais e
Literatura terão seus trabalhos publicados em catálogos referentes a esta
edição, distribuídos para os próprios artistas e para equipamentos culturais
dos municípios do Estado. Os finalistas de Vídeo terão suas produções
editadas em DVD. Nas modalidades de Teatro, Dança e Canto Coral, os
vencedores farão apresentações itinerantes por municípios do interior,
subvencionadas pela Secretaria da Cultura.

Os artistas plásticos vencedores da etapa estadual do Mapa receberão um
cachê de R$ 1.000,00, oferecido a título de direito autoral; os vencedores
nas modalidades de Vídeo, Teatro, Dança e Canto Coral, receberão R$
1.200,00, e cada vencedor na modalidade de Literatura receberá R$ 1.000,00,
também como direito autoral. Todos os classificados para a fase estadual
terão seus trabalhos exibidos em espaços culturais de destaque na Capital, e
os resultados atualizados do mapa podem ser conferidos na Internet em:
<
http://www.brazilsite.com.br/abacai/mcpaulista/mc/master.htm>
http://www.brazilsite.com.br/abacai/mcpaulista/mc/master.htm .

Fonte: SEC/ SP - Dóris Fleury

Evento gratuito apresenta a evolução da comunicação e da informação

*Evento gratuito apresenta a evolução da
comunicação e da informação*

*Especialista vai abordar desde o aparecimento da
escrita até a moderna comunicação eletrônica
*
No dia 8 de dezembro, sábado, às 15h, a Estação Ciência da USP promove o
último evento da edição 2007 do Ciclo Encontros de Conhecimento. O Ciclo é
realizado em parceria com a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da
Ciência) e traz mensalmente convidados de diferentes áreas para debates
gratuitos com o público sobre temas que estão na pauta da sociedade e que
merecem um espaço de aprofundamento. Já foram tratados temas como "O sono em
sala de aula", "A poluição do ar no contexto ambiental e histórico" e
"Juventude: uso e abuso de álcool e outras drogas nos dias de hoje".

O tema de dezembro, "Do 1 ao infinito", tem um título intrigante para
simbolizar a revolução que vem acontecendo com a informação e as
comunicações nos últimos 100 anos. O especialista convidado será Antonio
Fernando Costella, professor aposentado da ECA-USP e atual diretor da Casa
da Xilogravura de Campos do Jordão. Será apresentada a história da
multiplicação da informação desde o aparecimento da escrita, passando pelas
matrizes de madeira e tipográficas até a comunicação eletrônica dos últimos
100 anos.

São 190 vagas e os interessados podem se inscrever enviando nome, RG e
telefone para eventos@eciencia.usp.br. Não há nenhum custo para a
participação. O evento acontece no Auditório Ernst W. Hamburger da Estação
Ciência, que fica na rua Guaicurus, 1394, Lapa.

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*Serviço:*

*Do 1 ao infinito
**(evento integrante do Ciclo Encontros de Conhecimento)*

*Data:* 8 de dezembro, sábado
*Horário:* 15h
*Local:* Estação Ciência - Auditório Ernst. W. Hamburger
(Rua Guaicurus, 1394, Lapa)
*Custo:* grátis
*Inscrições:* enviar nome, RG e telefone para o e-mail:
eventos@eciencia.usp.br
*Mais informações:* www.eciencia.usp.br / (11) 3673 7022

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*Informações para Imprensa:*

Michel Sitnik
michel@eciencia.usp.br
(11) 3673 7022, ramal 215

Jéssica Yuri
jessica@eciencia.usp.br
(11) 3673 7022, ramal 228

Dança - TD em Dezembro

Teatro De Dança passeia pelo

calor de dezembro em "Q" e

pela Índia em "Os Olhos Negros da Índia"

 

Em dezembro, o TD – Teatro Itália/Teatro de Dança - programa da Secretaria de Estado da Cultura, gerenciado pela APAA (Associação Paulista dos Amigos da Arte) – faz uma programação que contempla grupos distintos na sua forma de mostrar a dança: do clássico até a dança indiana, passando pela dança moderna, o TD acolhe nesse mês companhias como Especial Academia Dança de Ballet, a Cláudia Souza, Cia. Odissi Brasil de Dança Clássica Indiana e o Studio de Dança Malosá.

Nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, a Especial Academia de Ballet, de São Paulo, com direção geral de Aracy de Almeida e Guivalde de Almeida, apresenta o espetáculo A Magia do Ballet, com técnicas de dança e trilha sonora clássicas.

Nos dias 4 e 5 de dezembro, a companhia de dança Claudia de Souza apresenta Q, uma reflexão entre o homem e o calor sob os aspectos físicos, ecológicos e culturais e, em última instância, como ele, o calor, comanda a dinâmica das relações interpessoais.

Nos dias 13 e 14 de dezembro, Cia. Odissi Brasil de Dança Clássica Indiana apresenta Os Olhos Negros da Índia. Os espetáculos de Bhávana Rhya, orientados pelo espiritualista Daniel Marczyk, visam o resgate do caráter espiritual da Índia sagrada, a terra mãe, vertente espiritual de todo o Universo.

No dia 15 de dezembro, o Studio de Dança Malosá apresenta "Soirée De La Danse". O Malosá tem em sua direção artística André Malosá, formado em Ballet Clássico pela escola da Ópera de Viena, dançou nas mais conceituadas companhias da Europa como Lê Jeunne Ballet de France e Ballet de La Comunidad de Madri. Alem dessas companhias, dançou com o Ballet Nacional do México.

 

Programação

 

30/11 e 01/12 – Hor.: 20h, Dur.: 105 min., com intervalo Rec.: livre, Preço: 15,00 e 7,50

"A Magia do Ballet" - Especial Academia Dança de Ballet

Companhia brasileira fundada em julho de 1989 com o nome de Especial Cia. de Danças Clássicas, dirigida por Aracy de Almeida e Guivalde de Almeida, o grupo é hoje um dos principais representantes da dança clássica do Brasil.

A companhia reúne em seu elenco os mais importantes bailarinos brasileiros da atualidade, premiados em diversos concursos internacionais e tem em seu repertório os principais clássicos como Giselle, La Bayadère, O Quebra-Nozes, Don Quixote, O Lago dos Cisnes e Paquita, bem como obras contemporâneas de importantes coreógrafos brasileiros e estrangeiros como Victor Navarro, Anselmo Zolla, Tíndaro Silvano, Ruben Terranova, Jhean Allex, Andréia Thomioka, entre outros.

A companhia tem bailarinos convidados como Danil Korsuntsev (Kirov Ballet), Reyneris Reyes (Boston Ballet), Thiago Soares e Roberta Márquez (Royal Ballet), Joan Boada (San Francisco Ballet), Cecília Kerche e Ana Botafogo (Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro).

Ficha Técnica

Direção Geral: Aracy de Almeida e Guivalde de Almeida

Coreografia: Guivalde de Almeida e Jorge Peña a partir da original de Marius Petipá e Alexander Gorsky Música: Leon Minkus.

 

4 e 5/12Hor.: 21h, Dur: 60 min., sem intervalo, Rec.: 10 anos, Preço: 4,00 e 2,00

"Q" - Cia. Danças de Claudia de Souza

Sinopse: O espetáculo "Q" passeia por situações onde a constante troca de calor comanda a dinâmica das relações interpessoais. Em cena, corpos relacionam-se através do contato e interagem criando um ambiente de intensa troca de energia. Este fluxo é pensado como capaz de modificar estados corporais e emocionais, agindo na temperatura dos corpos e do meio, gerando calor, gerando "Q". "Calor é movimento" e é nesta afirmação que Claudia de Souza se baseia para criar este espetáculo.

Ficha Técnica

Concepção e direção - Claudia de Souza Coreografia – Claudia de Souza (com a colaboração dos intérpretes) Assistência Cristiana de Souza Supervisão Teatral Roberto Lage Elenco Anabel Andrés, Claudia de Souza, Cristiana de Souza, Ítalo Ramos, Janaína Castro e Junior Gonçalves Grupo de textos e pesquisa Claudia de Souza, Janaína Castro, Marília Costa e Yeda Peres Estagiários Bruna Petito, Gabriel Moreto, Marília Costa e Yeda Perez Edição da trilha sonora Lelo Nazário Criação de Luz Décio Filho Assistência João Manuel Cenografia Luiz Trigo Figurino Adriana Hitomi Realização de figurinos Zumira e Neguita Programação Visual Voga Planejamento Gráfico e Visual Fotografia Thales Trigo Produção e Administração Yara Leite e Adriana Amorim Apoio Escola Paulista de Dança

 

13 e 14/12 – Hor.: 21h – Dur.: 90 min., sem intervalo, Rec.: 8 anos, Preço: 20,00 e 10,00

"Os Olhos Negros da Índia" - Cia. Odissi Brasil de dança Clássica Indiana

Sinopse: Espetáculo de Dança e música clássicas indianas com artistas indianos e brasileiros. Quatro coreografias tradicionais de dança clássica indiana, divididas em duas partes. No meio do espetáculo uma apresentação solo do cantor e músicos acompanhantes, com músicas do repertório clássico tradicional da Índia.

Ficha Técnica

Bailarinas: Bhávana Rhya e Sandhyadeepa Kar / Músicos: Mahaprasad Kar e Prafula Kar / Tablista: Edgar Direção: Daniel Marczyk / Site: www.institutobhavanarhya.com.br

 

15/12 – Hor.: 20h - Dur.: 120 min., com intervalo, Rec.: livre, Preço: 20,00 e 10,00

"Soirée De La Danse" - Studio de Dança Malosá

O Studio de Dança Malosá tem em sua direção artística André Malosá, formado em Ballet Clássico pela escola da Ópera de Viena, dançou nas mais conceituadas companhias da Europa como Lê Jeunne Ballet de France e Ballet de La Comunidad de Madri.

Ficha Técnica

Direção Artística: André Malosá / 1ª Bailarina e Assistente de Ensaio: Artemis Bastos / Trilha Sonora: Compositores da Musica Clássica e Contemporânea como: Minkus, Glazunov, Carla Bruni, etc. Elenco de Apoio: Caio Ekman, Valdirene Fernandes, Cristina Bastos Vannucchi.

 

Teatro Itália, TD- Teatro de Dança - Secretaria de Estado da Cultura

APAA-Associação Paulista dos Amigos da Arte

Avenida Ipiranga, 344 - Subsolo, Edifício Itália - São Paulo, SP, Brasil - Metrô República

E-mail: info.teatrodedanca@apaa.org.br

Telefone da bilheteria: 2189 2555 / Informações: 2189 2557

Capacidade: 278 lugares / Ar-condicionado / Acessibilidade para pessoas com necessidades especiais / C.C. Visa e Visa-Eletron / Estacionamento R$ 15,00 com manobrista.

Bilheteria, abertura: Vendas para o dia do espetáculo - quarta a domingo: a partir das 14h

www.teatrodedanca.org.br /// Vendas online www.ingresso.com

 

 

Arnaldo Antunes faz show gratuito no CCSP comemorando os 25 anos da instituição!

Dia 25 de novembro

Arnaldo Antunes

Turnê Qualquer

Sala Adoniran Barbosa

25 Anos CCSP

90 minutos

Livre

Entrada franca

Horário  18 horas

Bilheteria abrirá  às 16 horas

 

 

 

CD 'QUALQUER'

 

Esse disco foi criado a partir de dois desejos. O primeiro era o de gravar com os músicos tocando juntos, ao mesmo tempo. Diferentemente dos meus últimos discos, em que as gravações aconteciam por etapas e as camadas de instrumentos iam aos poucos se somando e compondo os arranjos, aqui o resultado foi se formando antes, em dois meses de ensaios entre São Paulo e Rio de Janeiro, para ser registrado em apenas três dias, ao vivo, no estúdio Mega (RJ). Os arranjos já estavam prontos, muitos poucos overdubs foram feitos . E o disco todo foi gravado com a mesma formação, o que lhe deu uma identidade sonora muito coesa.

                O segundo desejo era o de ressaltar um lado que vem aos poucos aparecendo mais em meu trabalho - o canto grave, apoiado por um contexto musical mais sereno.

                Com os Titãs aprendi a cantar berrado. Para soar potente com o peso daquele som, os tons escolhidos para as músicas tinham que ser altos, para serem alcançados com mais volume de voz. O desejo era cantar sujo, rasgado, incorporando ruído à voz. Ao mesmo tempo, sempre norteei meu canto para uma adequação à intenção do que diziam as letras das canções. Como se tentasse expressar com o máximo de clareza o que a canção dizia (lição de João Gilberto).

                Nos meus discos solo, passei a me sentir mais livre para experimentar outros gêneros, outras formações instrumentais e outros registros de canto. Comecei a explorar, em algumas faixas, os graves de minha voz, numa tonalidade mais próxima de como a uso na fala.

                Com os Tribalistas senti que devia cantar com mais suavidade, para timbrar junto com as vozes de Marisa e Carlinhos. Ouvir minha voz junto com a deles era muito diferente de me ouvir cantando sozinho e isso me fez aprender muito mais sobre meu próprio canto.

                Saiba (meu último CD, de 2004) já trazia alguns frutos dessa experiência, na colocação mais tranquila da voz, assim como nos arranjos mais intimistas. Fiquei então com vontade de ir ainda mais fundo nessa direção. A primeira coisa que pensei foi gravar um disco todo sem bateria nem percussão. Parecia um tanto radical, mas isso me fez gostar ainda mais da idéia. Queria que soasse com a leveza de um acústico, mas sem a necessidade de usar apenas instrumentos acústicos.

                Pude experimentar uma formação parecida com essa no início de 2005, quando recebi o convite do diretor José Joffily para compor uma canção-tema para o seu longa-metragem Achados e Perdidos, que estava em fase de montagem. Musiquei Hotel Fraternité, poema de Hans Magnus Enzensberger, traduzido por Aldo Fortes e convidei para a gravação Paulo Tatit (baixo e violão), Edgard Scandurra (guitarra) e Daniel Jobim (piano elétrico). Quando ouvi o resultado, já sabia que era bem o que eu queria fazer no meu próximo disco.

                Comecei então a pensar num repertório. Com Chico Salem, que toca comigo há alguns anos e fazia parte da banda que me acompanhava no show do Saiba, iniciei uma pré-produção registrando, só com voz e um ou dois violões, músicas que eu gostaria de gravar com esse tipo de instrumentação; estudando as levadas e os tons mais apropriados.

                Passamos então para a fase dos ensaios. Queria apenas instrumentos de cordas (violões, guitarras, baixo, bandolim, banjo, etc.) e piano. Chamei, além do Chico, Dadi e Cezar Mendes, que haviam participado das gravações dos Tribalistas; Edgard Scandurra, que vem tocando nas gravações de todos meus discos solo até hoje e Daniel Jobim, que já havia participado do Saiba. Essa formação era para mim como um sonho que estava se realizando.

                As surpresas que cada um trazia, os improvisos que resultavam em frases marcantes, a liga entre os timbres, a precisão ao mapear as partes das canções, a delicadeza e sensibilidade ao definir as dinâmicas; tudo me encantava.

                Para produzir convidei o Alê Siqueira, com quem já havia trabalhado em Paradeiro, Tribalistas e na trilha que compus para o Grupo Corpo e que consegue unir um grande conhecimento técnico dos recursos de estúdio com apurados toques musicais.

                No repertório, além de Hotel Fraternité, lançada no filme do Joffily, que regravamos para o disco, composições inéditas como Para Lá (primeira parceria minha com Adriana Calcanhotto), O Que Você Quer Saber de Verdade e Contato Imediato (duas parcerias pós-Tribalistas com Marisa e Carlinhos), Qualquer e Num Dia (parcerias com os portugueses Helder Gonçalves e Manuela Azevedo, integrantes da banda Clã, a última também com Chico Salem).

                Duas parcerias com Dadi - 2 Perdidos, que eu havia gravado anteriormente para outro filme de José Joffily (2 Perdidos Numa Noite Suja), relida agora com outro arranjo e Da Aurora Até o Luar - gravadas também por ele em seu CD solo, que foi lançado apenas no Japão, mas deve sair em breve também por aqui.

                Algumas canções minhas que foram gravadas por outros intérpretes e que sempre tive vontade de cantar, como Lua Vermelha (parceria com Carlinhos Brown, gravada por Maria Bethânia em Âmbar, 1996), Eu Não Sou da Sua Rua (parceria com Branco Mello, gravada por Marisa Monte em Mais, 1990) e As Coisas (parceria com Gilberto Gil, gravada por ele e Caetano Veloso em Tropicália 2, 1993).

                Sem Você, outra parceria com Brown, gravada por ele em 1998 no CD Omelete Man, que já havia sido gravada no mesmo ano também por mim, junto com Arto Lindsay e Davi Moraes, para a coletânea Red Hot Lisbon, recebeu aqui uma nova versão.

                E duas músicas de outros autores: Acabou Chorare, de Moraes e Galvão, gravada no disco dos Novos Baianos, que cresci ouvindo e canto há anos no violão em casa, mas só agora tive coragem de gravá-la e Nossa Bagdá, de Péricles Cavalcanti, que ouvi no seu último disco, Blues 55, de 2004, e que me encantou por conseguir tratar com doçura um tema tão cercado de intolerância por todos os lados.

                Algumas vezes acho que atingi uma certa maturidade nesse disco. Em outras, penso que ele é fruto de minha ansiedade artística nesse momento, sem que isso signifique um lugar definitivo a que eu tenha chegado. Posso vir a fazer um disco berrado de som pesado, ou qualquer outra coisa, no futuro, se tiver vontade. Mas por enquanto é isso. É talvez o meu disco menos ligado ao universo do rock'n roll. Ao mesmo tempo tem uma identidade sonora de banda. 

De qualquer forma, eu toda vez acho o último disco o melhor.

                                                                                                             Arnaldo Antunes

 

a ficha técnica da banda e a seguinte

 

MARCELO JENECI - TECLADO E SANFONA

BETAO AGUIAR - VIOLAO E GUITARRA

CHICO SALEM - VIOLOES

1.    QUALQUER (Hélder Gonçalves - Manuela Azevedo - Arnaldo Antunes

2.    HOTEL FRATERNITÉ (Arnaldo Antunes, sobre poema de Hans Magnus Enzensberger, traduzido por Aldo Fortes)

3.    SAIBA - (Arnaldo Antunes)

4.    SEM VOCÊ (Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes)

5.    FIM DO DIA - (Arnaldo Antunes, Paulo Miklos)

6.    ACABOU CHORARE (Moraes Moreira, Galvão)

7.    SE TUDO PODE ACONTECER  (Arnaldo Antunes, Paulo Tatit, Alice Ruiz, João Bandeira)

8.    PARA  Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes)

9.    2 PERDIDOS (Dadi Carvalho, Arnaldo Antunes)

10.       SOCORRO (Arnaldo Antunes, Alice Ruiz)

11.       NUM DIA (Chico Salém, Hélder Gonçalves, Manuela Azevedo, Arnaldo Antunes)

12.       AS COISAS (Gilberto Gil, Arnaldo Antunes)

13.       QUALQUER COISA ( Caetano Veloso)

14.       NÃO VOU ME ADAPTAR (Arnaldo Antunes)

15.       CABIMENTO (Arnaldo Antunes, Paulo Tatit)

16.       O buraco do espelho Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra / Bandeira branca Max Nunes e Laércio Alves

17.       CONTATO IMEDIATO (Carlinhos Brown, Marisa Monte, Arnaldo Antunes)

18.       Pedido de casamento (Arnaldo Antunes)

19.       O SILÊNCIO (Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes)

20.       Luzes (Paulo Leminski)

21.       Judiaria (Lupicínio Rodrigues)

 

 

BIS

Exagerado - Cazuza, Ezequiel Neves,  Leoni

LUA VERMELHA - (Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes)

O pulso - Arnaldo Antunes, Tony Bellotto, Marcelo Fromer

 

 


 

 

PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO

SECRETARIA DE CULTURA

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO - Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso - CEP 01504-000 - São Paulo - SP

<http://www.centrocultural.sp.gov.br>

Atendimento ao público:  tel. (11) 3383-3402

E-mail: imprensaccsp@prefeitura.sp.gov.br

Galeria de fotos: www.centrocultural.sp.gov.br/imprensa

ATENDIMENTO À IMPRENSA:

 

                                                                  Nelson de Souza Lima  (11)  3383-3463/3464

Zezé Freitas e Nenê no CCSP

A cantora paulista acompanhada por Nenê no piano, apresenta repertório do seu quarto CD "Conversa que dá coco".  

É um concerto intrigante e ao mesmo tempo corajoso. Intrigante porque oferece uma variedade surpreendente de estilos, harmonias e ritmos, ligados, ao canto suave de Zezé Freitas e ao acompanhamento de Nenê ao piano. Harmonias de jazz e acompanhamento de piano bossa nova, aonde poderia se esperar um violão acústico; piano, tocado com ritmo, como se fosse com uma bateria, impressões de música minimalista, tudo misturado com ritmos. As muitas influências contrastantes tornam-se interessantes ao ouvido, oferecendo sempre ao ouvinte algo novo a ser descoberto.

Boletim Fábrica São Paulo 85

 

Teatro Fábrica São Paulo

Rua da Consolação, 1.623 - tel. 3255 5922

Estacionamento Conveniado: Rua Pedro Taques, 54 

http://www.teatrofabrica.com.br/ 

Ano 2007 - Boletim Nº. 85

Clique sobre os títulos para obter mais informações

Em Cartaz

O Alienista

Cia. Teatro Nu Escuro

Sexta e Sáb 21:30h e Dom as 20:30h

16 de novembro

Homens de Papel

Grupo Sombrero

 Sáb às 21h30 Dom 20h30

 até 25 de novembro

Arlequim Servidor de Dois Amos

Direção: Gustavo Trestini

Dom 16:00 h

 até 25 de novembro

O Conto da Ilha Desconhecida

Direção: Paulo Marcos
Sáb, 17h e Dom 16h
até 25 de novembro

O Copo de Leite

Grupo Sobrevento

Quarta e Quinta 21:00h

até 06 de dezembro

O Conto da Ilha Desconhecida

Direção: Paulo Marcos
Sáb, 17h e Dom 16h
até 25 de novembro

Topografia de um Desnudo  

Direção: Hugo Villavicenzo
Sexta 21h30
até 14 de dezembro

Assunto de Família

 Direção: André Acioli

Qua e Qui às 21:00h

até 29 de novembro

 

Próximas Estréias

Relevo Inverso / Experimento Bruto

Gícia Amorim / Mara Guerrero

Sábado  21:00h e Domingo as 20:00h

01 de dezembro

Casa, Jaula de Gelo

Direção: Paul Thompson

Sábado as 19:00h e Domingo as 18:00

24 e 25 de novembro

Batakerê

Ritmos e Dança

Sexta as 21:30h e Domingo as 20:30

14 e 16 de dezembro

Coppélia - A Menina dos olhos de esmalte

Espaço Clássico São Paulo

Sáb e Dom as 16:00h

01 e 02 de dezembro

O Quebra Nozes

Espaço Clássico São Paulo

Sáb e Dom as 16:00h

07 e 16 de dezembro

Apoio Cultural na Divulgação
JORNAL VIRTUAL DAS ARTES
http://jornaldasartes.blogspot.com/
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3617580
jornaldasartes@gmail.com

Perguntas ou comentários? 

Envie um e-mail para teatro@fabricasaopaulo.com.br